FERCARNES – Fabricação e Comércio de Carnes Regionais, Lda.
A Fercarnes é uma empresa localizada em Oriola, uma região conhecida pela sua rica gastronomia, clima característico e tradição, com uma forte essência alentejana, especializada na fabricação de enchidos desde 1955. O seu fundador, Sr. Manuel do Rosário Ferro, iniciou a produção artesanal de enchidos nas tradicionais matanças de porco realizadas em casa, vendendo os seus produtos na mercearia que possuía. Nos anos 80, o Sr. Euclides Ferro, filho do fundador, deu início à sua atividade empresarial como empresário em nome individual, expandindo a sua atuação para a região da grande Lisboa.
Em 1991, a empresa foi formalmente constituída sob a designação de Fercarnes – Fabricação e Comércio de Carnes Regionais, Lda., consolidando a sua presença no mercado. Em 1997, iniciaram o projeto de construção de novas instalações na zona industrial de Oriola, um passo significativo para o crescimento da empresa. No ano 2000, integraram a iniciativa “Terras Dentro – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Micro Regiões Rurais”, com o objetivo de promover e valorizar os produtos e sistemas tradicionais da região alentejana.
A construção das novas instalações foi concretizada em 2004, sendo inauguradas em março de 2006 pelo eurodeputado Dr. Capoulas Santos. Nesse mesmo ano, a Fercarnes foi premiada com o Troféu Internacional de Ouro para Alimentação e Bebidas, em Barcelona, pela Trade Leader’s Club 2006, uma organização que distingue empresas de diversos países pelo seu elevado nível de qualidade no atendimento ao consumidor.
Em 2007, a empresa criou a marca “Bem Alentejano”, que foi apresentada na Alimentaria, a maior feira de alimentação e bebidas do país. Em 2010, a Fercarnes deu início ao projeto “Sentidos de Portel”, com o intuito de promover os produtos típicos do concelho de Portel. No ano seguinte, a empresa passou a contar com uma nova imagem corporativa e obteve o estatuto de PME Líder 2011, atribuído pela Caixa Geral de Depósitos.
Em 2012/2013, a empresa renovou o seu estatuto de PME Líder, sendo reconhecida pela Caixa Geral de Depósitos por três anos consecutivos.
A empresa tem como missão criar valor não apenas para o país e para a região, mas também para o concelho de Portel e, sobretudo, para a localidade onde está inserida. A empresa continua a preservar as suas raízes e a tradição, ao mesmo tempo que procura inovar e expandir a sua presença no mercado
Desafio
Capacitação e Formação em Áreas Específicas
A Fercarnes, conta com uma equipa composta por cerca de 30 profissionais e estrutura-se de forma a garantir que a produção e a comercialização dos seus enchidos regionais vão de encontro aos mais elevados padrões de qualidade. Embora a empresa conte com um número reduzido de colaboradores altamente qualificados, o foco recai sobre o trabalho operacional e artesanal, onde a experiência prática e o conhecimento local são altamente valorizados. A empresa adota uma estrutura relativamente simples, com departamentos voltados para a produção, comercialização e gestão administrativa, refletindo a sua natureza e o mercado em que opera.
A eficiência na utilização de recursos tecnológicos é medida pela monitorização constante dos processos produtivos e a adoção de boas práticas em termos de aproveitamento de matérias primas e gestão de desperdícios, com vista à otimização dos custos de produção. A melhoria pode ser feita com a implementação de tecnologias que favoreçam a automação de processos, a eficiência energética e a redução do tempo de produção.
No geral, os recursos humanos da Fercarnes desempenham um papel central na manutenção da qualidade dos seus produtos. A empresa investe na formação contínua da sua equipa, mas a qualificação técnica em áreas como gestão, tecnologia e inovação pode ser um ponto a explorar para fortalecer a competitividade da empresa no futuro.
Embora o seu foco esteja principalmente na preservação de métodos de produção ancestrais, a empresa adota algumas tecnologias que garantem a qualidade e eficiência dos seus processos.
A equipa da Fercarnes é composta por profissionais com uma vasta experiência no setor, mas com pouca formação científica ou tecnológica avançada. As competências da equipa estão mais orientadas para as práticas artesanais e a produção de enchidos de alta qualidade, respeitando as tradições da região. A empresa conta com especialistas em áreas como segurança alimentar e controle de qualidade, mas não tem profissionais dedicados exclusivamente à pesquisa ou ao desenvolvimento de novas tecnologias.
Apesar da Fercarnes não desenvolver tecnologias inovadoras próprias ou colaborar diretamente com instituições científicas ou académicas, a empresa tem investido na melhoria dos seus processos produtivos e na modernização das suas instalações, sempre mantendo a essência do seu trabalho artesanal. Não há uma estratégia explícita de inovação em ciência e tecnologia, mas a empresa adota inovações de forma gradual, quando estas podem contribuir para otimizar a produção sem comprometer a autenticidade dos seus produtos.
Embora a Fercarnes não tenha uma grande estratégia de inovação em termos de novos produtos, a inovação da empresa é mais voltada para pequenos ajustes que melhoram a qualidade e a conveniência, como novos tipos de embalagens ou o desenvolvimento de novos produtos dentro da gama de enchidos, sempre mantendo a essência artesanal.
A capacitação em competências digitais deve ser uma prioridade estratégica para as empresas, pois permitirá que os colaboradores integrem e utilizem tecnologias de forma eficiente, resultando na melhoria de produtividade, da eficiência operacional e da qualidade dos serviços prestados aos clientes.
A empresa investe constantemente em processos que garantam a uniformidade e a qualidade constante dos seus produtos. Além disso, a certificação de qualidade também é uma prática essencial para manter a confiança dos clientes e a competitividade da marca no mercado.
Através do uso de tecnologia, a Fercarnes pretende otimizar não apenas a sua cadeia de valor mas também a sua proposta de valor, oferecendo produtos de qualidade superior e com maior eficiência no processo produtivo. A empresa encontra-se, assim, numa trajetória de crescimento, apoiada pela tradição e pelo saber fazer regional, mas também pela inovação e pelo uso inteligente de novas tecnologias para garantir a sua competitividade no mercado.
Os resultados dos diagnósticos realizados por parte das empresas revelaram que a falta de formação adequada, tanto em áreas técnicas específicas como em tecnologias emergentes, como inteligência artificial e programas de análise de dados, representa um entrave significativo à competitividade e à capacidade de inovação das empresas diagnosticadas.
A Fercarnes reconhece a tecnologia como um fator essencial para o seu sucesso e está constantemente à procura de soluções que melhorem a eficiência e rentabilidade das suas operações. A empresa demonstra um compromisso sólido com a modernização ao integrar tecnologia avançada nos seus processos, garantindo assim sua competitividade no setor alimentar. Uma vez que a empresa conta com um número reduzido de colaboradores altamente qualificados, a capacidade de inovação e de implementação de soluções tecnológicas mais avançadas pode acabar por ser limitada. Uma estrutura mais robusta é essencial para o acompanhamento e implementação de novas tecnologias. Considerando a estrutura da Fercarnes, esta é um obstáculo para a modernização e para a competitividade da empresa no mercado.
Identificar os obstáculos à implementação de soluções inovadoras é crucial para a Fercarnes, assim como reconhecer os fatores que facilitam esse processo. Compreender essas dinâmicas permite à empresa desenvolver estratégias para superar desafios, aproveitando os facilitadores para otimizar operações e melhorar a capacidade de inovação, impulsionando seu crescimento e competitividade no mercado.
Devido à tradição e métodos mais artesanais que a empresa defende e implementa, podem encontrar-se dificuldades de adaptação da empresa às mudanças do mercado e à necessidade de aumento da eficiência operacional. Os custos de produção aliados a uma gestão de recursos pouco otimizada, impacta diretamente na rentabilidade da empresa, dificultando o investimento em inovação e melhorias tecnológicas.
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